O dia do leigo e da leiga

quarta-feira, 18 de novembro de 2009 comente

O que não falta na vida de um bispo são reuniões. De todo jeito e com todo tipo de pessoas. Reuniões para planejar os trabalhos da evangelização, para administrar o que tem e para cobrir os buracos quando faltam coisas e pessoas. Reuniões com padres, religiosos e religiosas, animadores e animadoras de comunidades, autoridades de todo e qualquer escalão. Cada cinco, seis ou sete anos, tem reunião até com o Papa.

Muitas vezes, após a oração inicial, o encontro começa com a apresentação dos participantes. É aqui que, de um tempo para cá, estou fazendo algo que, para alguns é inédito, e para a maioria é perda de tempo. Faço isso de maneira especial, quando a maioria dos presentes é claramente leigo ou leiga. Após a primeira rodada de apresentações, na qual os participantes dizem o que fazem na paróquia, eu mudo a pergunta e digo: - Agora gostaria de saber, o que vocês fazem na vida? Se na primeira rodada as surpresas são muitas, na segunda rodada elas acabam sendo uma novidade, muitas vezes para os próprios participantes da reunião e até para os párocos presentes.

Assim se descobre que a catequista é funcionária da Prefeitura. O senhor que toca na Missa é um engenheiro com firma própria. O jovem da PJ é analista químico. A moça que brinca com as crianças é secretária num escritório de advocacia e cursa direito. A senhora do Apostolado, aposentada, foi outrora uma excelente professora e agora se transformou em babá de quatro netos, para que os pais deles possam trabalhar. E assim por adiante.

Nas nossas reuniões tem de tudo, do médico ao varredor de rua, da zelosa mãe de família ao tocador de brega que agora canta e toca na igreja. Tem policial, psicólogo, dentista, cabeleireiro, manicure, juiz, professor universitário, desempregado também. Fico feliz quando percebo que os presentes vibram ao apresentarem-se por aquilo que eles são, praticamente, todos os dias, e não somente por aquilo que fazem, por algumas horas, na Igreja. É simples: eles se sentem valorizados pela profissão que exercem, ou exerceram, na sociedade; pela atividade e competência que têm, enfim, por algo que não seja estritamente de âmbito eclesial.

Não quero ensinar a Missa ao vigário, mas convido-os a fazerem algo de semelhante. Perdemos tanto tempo nas nossas reuniões, com tantas discussões, palpites, propostas e projetos, como se a cada decisão estivessem em jogo à vida, a morte, a salvação, ou o fim do mundo. Podemos dar um pouco mais de espaço para ouvir o que os nossos amigos, irmãos e colaboradores- leigos e leigas - têm a nos dizer, simplesmente pela experiência da vida que possuem. A impressão que damos, muitas vezes, nas nossas comunidades e paróquias é que o leigo e a leiga só têm valor se ajudam, de uma forma ou de outra, na Igreja. Fora isso, não sabendo bem onde vivem e o que fazem na vida, pensamos que seja tempo perdido. Nada de mais absurdo e errado. O lugar de santificação dos nossos irmãos leigos e leigas é justamente o mundo onde vivem, trabalham honestamente, contribuindo com a sociedade, sustentando as suas famílias e a própria Igreja.

O pior acontece, porém, quando eles próprios não dão valor ao seu serviço ou à sua profissão. Parece que “o mundo vasto e complexo da política, da realidade social e da economia, como também da cultura, das ciências e das artes, da vida internacional, dos ‘mass media’, e outras realidades abertas à evangelização, como o amor, a família, a educação das crianças e adolescentes, o trabalho profissional e o sofrimento” (DAp 210), não sejam lugares certos para contribuir também na construção do Reino de Deus.

No dia de Cristo Rei, no Brasil todo, lembramos a missão dos leigos e das leigas. Todos aqueles e aquelas que sustentam e ajudam nas nossas paróquias, comunidades e movimentos. Muitos dedicam mesmo horas e horas das suas vidas para atender e acompanhar as pessoas que lhes foram confiadas. Outros se preparam com capricho nas atividades que organizam. Contudo a missão do leigo e da leiga não se esgota nas atividades internas da Igreja, ela está aberta ao mundo, à sociedade, à história.

Todo batizado deve ser como o fermento na massa, talvez escondido, mas fazendo crescer o Reino de Deus. Não tem lugar, profissão, atividade, onde um batizado não possa dar bom exemplo, onde não possa agir com a força do Espírito Santo. Se não pode falar claramente pratique a Palavra, será a melhor homilia que poderá fazer. Sem usar discursos enfeitados, mas vivendo a única Palavra que dá sentido a todo o nosso viver, trabalhar e sofrer: o amor.

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Dom Pedro José Conti

CATEQUISTA, ESTÁ NA HORA DE NOS CONHECERMOS!

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No Ano Catequético Nacional, a CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) lança a campanha para o cadastro dos catequistas com a finalidade de obter dados concretos sobre os/as catequistas, no Brasil: quantos são, onde estão, o que fazem, a quem estão atingindo com a sua presença evangelizadora. Isso tudo, porque ainda não temos um banco de dados da catequese, que possa contribuir na dinamização do nosso trabalho. A partir das informações obtidas teremos condições de elaborar nossos projetos com maior aproveitamento, pois partimos de uma realidade concreta.


É importante que VOCÊ, CATEQUISTA, faça seu CADASTRO, na certeza de que está contribuindo para o crescimento do saber catequético em vista de uma catequese que forma para o DISCIPULADO.

CLIQUE AQUI e faça seu cadastro.

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CNBB

Lançada Campanha 16 dias de Ativismo pelo fim da Violência contra as Mulheres

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Entre 20 de novembro e 10 de dezembro acontecem manifestações públicas, debates, exposições e eventos em todo o Brasil, com o apoio da SPM (Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres).

O propósito da campanha é mobilizar a população para o enfrentamento da violência contra as mulheres e disseminar informações buscando soluções para a situação de violência a que estão expostas mulheres de todo o mundo, nas diferentes raças/etnias, idades e classes sociais. A ação também busca mostrar que todos são responsáveis, cada um com seu papel, na busca de soluções para mudar a realidade de mulheres agredidas fisicamente, psicologicamente e moralmente.

Este ano, o tema da mobilização nacional é focado nas chamadas violências "sutis", ou seja, atos de violência moral, psicológica e de controle econômico e de sociabilidade, entre outros, considerados "normais" ou "naturais" por estarem arraigados nas relações de gênero e porque, muitas vezes, não são direta ou claramente percebidos como violência pela sociedade e pelas próprias mulheres vitimadas.

Uma vida sem violência é um direito das mulheres. Comprometa-se. Tome uma atitude. Exija seus direitos – é o slogan da campanha, que vai de 20 de novembro a 10 de dezembro, com uma programação que inclui manifestações públicas, debates, exposições e eventos com a presença da sociedade e de pessoas ligadas à temática da violência contra as mulheres.

Coordenação da Campanha- Realizada em 159 países, a edição nacional da Campanha 16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência Contra as Mulheres é coordenada pela Agende Ações em Gênero, Cidadania e Desenvolvimento, em parceria com a Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres (SPM), redes e articulações nacionais de mulheres e de direitos humanos, órgãos governamentais, representações de agências da ONU no Brasil, empresas públicas e privadas.

Mais informações no site: AGENDE

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Fonte: Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres - SPM

Central de Atendimento à Mulher - Ligue 180 completa 4 anos

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Serviço de utilidade pública, gratuito, que funciona 24 horas e presta atendimento humanizado e orientações sobre serviços de atendimento às mulheres, informações sobre a Lei Maria da Penha.

Dia 25 de novembro a Central de Atendimento à Mulher - Ligue 180 completa 4 anos de existência. Para comemorar a data a ministra Nilcéa Freire, da Secretaria de Políticas para as Mulheres (SPM), fará uma saudação às operadoras que trabalham na Central, ressaltando a importância e magnitude do trabalho realizado por elas. O evento acontece na próxima quinta-feira (19/11) às 17 horas na sede da Central, que fica no edifício Corporate Center, (SCN quadra 2, bloco A, mezanino) Brasília-DF.

A Central foi criada em novembro de 2005 pelo governo federal, por meio da SPM, com o objetivo de receber denúncias e relatos de violência contra a mulher. As atendentes também orientam as mulheres sobre seus direitos, além de encaminhá-las para os serviços da Rede de Atendimento à Mulher em Situação de Violência, quando necessário.

Desde a criação, a Central tem apresentado um aumento significativo no volume de ligações recebidas. Entre 2005 e 2008, houve um crescimento de 1.700% no total de atendimentos realizados. O número saltou de 15 mil no primeiro ano de funcionamento, para cerca de 240 mil em 2008. De janeiro a junho desse ano, a Central já registrou 161.774 atendimentos - um aumento de 32,36% em relação ao mesmo período do ano passado, quando houve 122.222 atendimentos.

O número 180 é caracterizado como de utilidade pública, podendo ser acessado gratuitamente de qualquer terminal telefônico (móvel ou fixo, particular ou público) todos os dias da semana, inclusive domingos e feriados, em qualquer horário.

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Fonte: Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres - SPM